sexta-feira, 26 de abril de 2019

Por onde eu começo?

  Por muito tempo a escola foi um espaço que oferecia o ensino de forma em que fosse fundamentado em quadros-negros, livros e aulas completamente expositivas. Esse método estava muito distante da vida dos alunos em relação ao exterior do hâmbito escolar. A partir disso, surgiu a necessidade de aplicar a tecnologia digital na educação, pois essa diferença entre o que o aluno tinha acesso na sala de aula e na rua fazia e faz, até hoje, com que o estudante fosse perdendo o interesse pelas aulas "tradicionais".
  Porém, a maioria dos alunos são ditos "nativos digitais", diferente de muitos de nós, educadores e futuros educadores. Os atuantes da rede de ensino, diante a essa situação, reagem de diferentes formas, alguns estão propostos a tentar se inserir nessa era digital, outros optam por continuar com o processo de ensino sem as tecnologias. Mas além de querer, precisamos saber como anexar a tecnologia ao ensino.



 Esse vídeo comenta sobre o que o professor deve saber antes de inserir isso na sua aula, e pode servir como base para professores que não sabem como e por onde começar. Sabemos que acontece em muitas escolas o fato dos professores retirarem os celulares dos alunos, colocar em uma caixa no começo da aula e devolve-los ao final, e essa é uma discussão que deve sim ser argumentada quando se tratado em tecnologia em sala de aula, mas, em um primeiro momento inserindo essa tecnologia, o professor deve entender que existirão momentos em que o celular será necessário e utilizado, e no caso de aulas expositivas o celular deve ser deixado de lado quando prestado atenção no professor, então pode ser usado com distração? pode! Assim como uma bolinha de papel, ou até mesmo o caderno.
 Para que o uso de tecnologias na educação, os professores devem estar cientes e conscientizar os alunos de que eles devem distinguir fontes confiáveis de informações, interpretar as mensagens nas redes sociais, tudo que ele faz na internet é registrado e que o anuncio daquele tênis que ele pesquisou ontem no Google não aparece no Facebook por acaso e a se resguardar dentro desse meio. Os professores devem buscar tornar os alunos não só usuários dessas tecnologias mas também produtores das mesmas. A tecnologia não pode ser dada como algo pronto aos alunos ou como algo que eles já saibam, como por exemplo fazer uma pesquisa no computador, é interessante instigar a criatividade do aluno, e ela nos possibilita muitas formas de fazer isso, como diz o Prof. André Azevedo no vídeo "a escola tem que superar os alunos, ou fazer com que eles se superem no uso da internet".
 Particularmente, não consigo ver o uso das tecnologias digitais, assim como da internet nas escolas, algo que esta sendo produtivo aos alunos. Com as minhas experiências, elas são usadas de forma a passar aos alunos algo pronto, algo que eles poderiam fazer sem ela, e não algo diferente, como esse rico instrumento oferece, muita produção. Eu concordo com o vídeo, mas não mudou nada na minha concepção, pois minha visão sobre a tecnologia na escola sempre foi essa.


Referências:


 AZEVEDO, André. COMO USAR AS NOVAS TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO: SALA DE AULA DEVE SER AMBIENTE DE CRIAÇÃO. Acesso em: 25 de Abril, 2019.

domingo, 14 de abril de 2019

A Régua Natiros.


Quando se fala em tecnologia, a primeira coisa que me vem a cabeça são as tecnologias digitais, melhor dizendo, os smartphones, notebooks, televisão, entre outros. Porém, as vezes não nos damos conta do quão amplo esse conceito pode abranger. Você sabe o que significa tecnologia? Ao consultar o bom e velho dicionário tenho o seguinte significado:
“1. Tratado das artes em geral. 2. Conjunto dos processos especiais relativos a uma determinada arte ou indústria. 3. Linguagem peculiar a um ramo determinado do conhecimento, teórico ou prático. 4. Aplicação dos conhecimentos científicos à produção em geral: Nossa era é a da grande tecnologia. T. de montagem de superfície, Inform: método de fabricação de placas de circuito, no qual os componentes eletrônicos são soldados diretamente sobre a superfície da placa, e não inseridos em orifícios e soldados no local. T. social, Sociol: conjunto de artes e técnicas sociais aplicadas para fundamentar o trabalho social, a planificação e a engenharia, como formas de controle. De alta tecnologia, Eletrôn e Inform: tecnologicamente avançado: Vendemos computadores e vídeos de alta tecnologia. Sin: high-tech.” 
Não ficou muito claro né? Mas podemos melhorar isso. Esse texto todo pode ser resumido em: “téchne”, se define em arte ou ofício e “logia”, que significa o estudo de algo. Logo, tecnologia abrange tudo aquilo que podemos definir como “atividade fim”, ou ainda, tudo aquilo que foi melhorado e estudado. Sendo assim, quando relacionado a sala de aula, temos como tecnologias: lousa, giz ou pincel, lápis, caneta, caderno, entre outra váaaarias coisas, mas também temos os celulares, projetores, tablets, que também são tecnologias, mas essas tecnologias digitais.
Particularmente, essa definição “abriu os meus olhos”, pois, se repararem, meus dois primeiros posts foram relacionados a tecnologias digitais, se justificando por ser a minha única visão quando escutava a palavra “tecnologia”, e com isso já tenho em mente várias tecnologias para serem usadas em sala de aula. Agora que tenho o real significado de tecnologias, apresento a vocês um material, ou uma tecnologia, que em uma aula do período no qual me encontro, confeccionei e discutimos sobre. Pode ser muito útil quando utilizado no ensino das operações com números inteiros, a Régua Natiros:

 
fonte: autor
Mas como funciona?Ela funciona basicamente da seguinte forma: Depois de já terem um primeiro contato com os números inteiros, a professora apresentará a eles a operação com os números inteiros, inicialmente adição e subtração. Por exemplo:
  •  3+2: O zero será visto como uma “seta”, e será posicionado sobre o primeiro número da operação (no caso 3), e andará duas casas para a direita (subtração anda para a esquerda), pois 2 é o segundo número da operação, o número no qual o zero apontar será o resultado (no caso 5).
  • 5-3: Funcionará basicamente da mesma forma, porém, o zero andará para a esquerda quando subtração e para a direita quando adição, logo, o zero será posicionado sobre o 5 e andará 3 casas para a esquerda, e o número no qual o zero apontar será o resultado, no caso 2.
   Quando ainda não conhecia essa Régua, eu já tinha em mente que essas operações poderiam ser ensinadas de forma diferente, mas não pensei que poderia ser de forma tão fácil, simples e de fácil compreensão para os alunos. Hoje percebo que tudo nós podemos usar para ensinar matemática, basta ter engenhosidade, saber usar, e usar corretamente, minha visão sobre os materiais didáticos mudou a partir disso. No meu ver, essa é uma metodologia ótima para introduzir as operações de adição e subtração com números inteiros positivos, é algo prático e eficiente, em que o aluno pode manusear além de ele mesmo confeccionar. Ademais, o professor pode adaptar para o que ele quiser ensinar, por exemplo: a régua pode ser adaptada para efetuar operações com números negativos também.

Referências: 

LABORATÓRIO DE ENSINO DE MATEMÁTICA: UMA EXPERIÊNCIA COM A CONSTRUÇÃO DE MATERIAIS DIDÁTICO:
file:///C:/Users/amcsp/Downloads/Relato%20de%20Experiência%20LEM%20(1).pdf


SIGNIFICADO DE TECNOLOGIA. MICHAELIS, Melhoramentos. Acesso em: 02/07/2019. Disponível em: http://michaelis.uol.com.br/moderno-portugues/busca/portugues-brasileiro/tecnologia/