sábado, 29 de junho de 2019

Labirinto dos Inteiros

   Bom, como já dito aqui, se pararmos pra pensar tecnologia é quase tudo a nossa volta, não é mesmo? E com base nisso que escrevo o post de hoje! Porém envolve muito mais que uma simples tecnologia, essa foi uma tecnologia criada por um grupo de colegas no qual eu me incluo, bom, eu acho... hehehe
  Quando um professor apresenta aos alunos os números negativos, que é uma coisa nova para eles, já é um conceito que fica meio embaralhado para os mesmos, e quando acrescenta operações com esses números, a coisa complica ainda mais!
  Segundo Tomlinson (2004), Material Didático é qualquer coisa que possa facilitar a aprendizagem, mas Ponte (1998), analisa que os Materiais Didáticos são pouco utilizados, com exceção do quadro, giz e o manual escolar. Pensando nisso, o "Labirinto dos Inteiros" foi um jogo criado visando a fixação do conteúdo de operações com inteiros, no caso somente a operação aditiva e subtrativa. O objetivo do jogo é que os alunos consigam realmente entender os números inteiros na reta numérica, e as operações com os mesmos. O jogo consiste em um tabuleiro, três dados (dois com números inteiros de 1 á 6, e outro com operações de adição e subtração) e pinos para representar o jogador:

fonte: do autor

    Como funciona: O jogo deve ser jogado por 2 alunos por vez em que irão se enfrentar. Tirarão par ou impar pra decidir quem irá começar jogando, o aluno que começar jogará primeiramente o dado de número, em seguida o das operações e por ultimo o outro dado de número, ele deverá resolver a operação na ordem em que os dados foram jogados, o resultado será o número de casas que ele andará. Vale lembrar que o "INÍCIO" do nosso tabuleiro é o 0 da reta numérica, logo, se a operação do aluno der -2 ele andará 2 casa pra trás, parando na casa -2, e se na sua próxima vez ele tirar 3, se posicionará na casa 1, pois andará 3 casas para frente. Resultado da operação negativo = andar o resultado de casas para trás, caso contrário, andar para frente. Vence quem chegar em qualquer "FIM" primeiro, que são os extremos do tabuleiro, seriam as casas 15 e -15.


 fonte: do autor

fonte: do autor

   Antes da criação desse jogo, eu pensava sim que os materiais didáticos são muitos vantajosos para a aprendizagem, mas não sabia que podíamos criar um com tanta facilidade, dessa forma, já mudou a minha concepção para uso de materiais didáticos nas aulas em que darei. Pra mim, hoje, basta você pensar onde você quer atingir a aprendizagem do aluno, e pensar em coisas da sua volta que possam ser usadas para isso, desde uma coisa que você intente para isso, a uma coisa que já existe.
   Nós pensamos nesse jogo para fixação e entendimento desse conteúdo, mas pensamos, também, que fazendo isso de uma maneira divertida, que pudéssemos prender a atenção deles e usando uma tecnologia, poderíamos evitar maiores problemas para quando o aluno fosse utilizar essas operações para entendimento de outro conteúdo visto mais a frente, como vimos constantemente acontecendo no âmbito escolar, dúvidas em operações básicas.

REFERÊNCIAS:

VIÇALA, Marcio. O que é material didático? Educação, Linguagem e Tecnologia, 2010. Acesso em: 03 de Julho, 2019. Disponível em: http://ensinoatual.com/blog/?p=547

BOTAS, Dilalia; MOREIRA, Darlinda.  A UTILIZAÇÃO DOS MATERIAIS DIDÁTICOS NAS AULAS DE MATEMATICA. Revista Portuguesa de Educação (RPE), 2013. Acesso em: 03 de Julho, 2019. Disponível em: file:///C:/Users/amcsp/Downloads/3259-Texto%20do%20Trabalho-7784-1-10-20131126.pdf.

quinta-feira, 13 de junho de 2019

4º Revolução Industrial

  Bom, primeiramente gostaria de dizer, ou melhor, digitar, que semana passada ocorreu a semana acadêmica de matemática aqui no câmpus (SEMAT), na qual tivemos algumas palestras, minicursos entre outras atividades. Uma das palestras envolvia tecnologia e educação, eu achei a palestra incrível e resolvi escrever sobre ela, especificadamente algumas discussões sobre o que o palestrante abordou.
  Se pararmos pra pensar, quase tudo a nossa volta sofreu muitas modificações e evoluções para chegar onde esta, por exemplo, um computador quando inventado era quase maior que a minha casa, e hoje podemos considerar que carregamos no bolso, as câmeras e fotos levava tempo para se quer ver como a foto ficou, hoje temos tudo em nossa mão, ligações era algo muito restrito quando inventado, de uso nobre e funcionava em uma pequena região, hoje conseguimos conversar AO VIVO com alguém do outro lado do mundo! Basicamente tudo evolui e evoluiu, e na era em que vivemos muita evolução acontece tecnologicamente, coisas que eu nem fazia ideia! Robôs estão sendo usados para transmitir noticias em jornal e não da pra perceber a diferença entre ele e um humano, várias coisas estão sendo construídas por Impressoras 3D, e com base nisso surgiu o conceito de 4º Revolução Industrial, estamos vivendo-a!!
  Gostaria de comentar que, todos temos em mente que tudo a nossa volta esta evoluindo tecnológicamente, mas não temos noção do quão grande isso vai se tornar! No meu caso, por exemplo, o palestrante "abriu os meus olhos", pois antes da palestra eu pensava diferente, que as coisas evoluem mas não substituiriam o homem, muito pelo contrário, ela pode substituir e esta chegando cada vez mais perto de que isso aconteça. Hoje eu olho as profissões com outros olhos.
  Isso particularmente me dá um certo medo, algumas pessoas estão se especializando em áreas que serão simplesmente substituídas por máquinas, e isso não vai parar, mas entendo que surgirão outras profissões que ainda não existe, como disse o palestrante. Mas e o professor? Bom, se analisarmos a educação não acompanhou toda essa evolução: os alunos continuam sentados em fileira ou em grupos, um professor explicando, os alunos são classificados por notas, e é isso. E isso também me preocupa!
  Escrevendo essa postagem para o blog, resolvi pesquisar e me inteirar mais sobre o assunto e encontrei a  Educação 4.0, ela propõe atender as necessidades da 4º Revolução Industrial de forma que os alunos vão aprender fazendo e de diferentes maneiras, mas muita "mão na massa".
  Para concluir, gostaria de dizer que é de extrema importância que nós, futuros professores, possamos pensar em maneiras de suprir essa carência do ensino. Lá na frente seremos nós quem estará dentro da sala de aula, devemos procurar fazer o nosso trabalho da melhor forma, tentando fazer a diferença.

REFERÊNCIAS:

CARON, Aline. A Educação 4.0 ja é realidade! POSITIVO, Tecnologia Educacional, 2017. Acesso em: 03/07/2019. Disponível em: https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/educacao/a-resistencia-professor-diante-das-novas-tecnologias.htm.

A Quarta Revolução Industrial e seu impacto na industria. Mais Polímeros, 2018. Acesso em: 03/07/2019. Disponível em: http://www.maispolimeros.com.br/2018/10/11/a-quarta-revolucao-industrial-e-seu-impacto-na-industria/.

domingo, 26 de maio de 2019

Realidade Virtual

  Vivemos em uma era tecnológica, diariamente surgem avanços tecnológicos em diversas áreas que são de grande importância, interesse e contribuição para a humanidade em geral.
  A Realidade Virtual foi um avanço e tanto nesse campo, não só entre os jovens, mas fazendo sucesso também entre os adultos! Sabe aqueles óculos que te faz “entrar” em um jogo, ou em algum vídeo, ou algo do tipo que seja adaptado para o sistema VR, então, de uma forma grosseira, Realidade Virtual é isso. O óculos é basicamente assim:
Neste site, esse da foto custa R$593,91, basta encaixar o celular, abrir o jogo ou vídeo que desejar, e usar! Para jogos que precisem selecionar alguma coisa, o óculos acompanha um controle que você pode clicar quando quiser selecionar algo no qual estiver direcionado. Alguns aplicativos não precisam, pois usam um sistema de selecionar por direção quando direcionado por um certo tempo. É um aparelho um pouco caro, mas existem algumas formas de confecciona-lo em casa, causando quase o mesmo efeito. Ele fica mais ou menos assim: 
 Para que funcione, o vídeo ou jogo deve dividir a tela em duas partes. Este é um exemplo de vídeo no qual deve ser usado o óculos VR:
 Agora ficou claro o que é VR, não é mesmo? Mas como funciona suponho que ainda existam algumas dúvidas sobre... Segundo o site TecMundo, “Em um programa de computador, daqueles que trabalham com modelagem tridimensional, é possível posicionar objetos virtuais em diferentes locais do espaço, de modo que o seu cérebro vai ter a impressão de estar mesmo vendo objetos com a sensação de profundidade, altura e largura. Junte aqui as variações do ambiente, incluindo efeitos de iluminação em tempo real, sombras coerentes, partículas volumétricas, objetos se movimentando pela tela em cenários tridimensionais e outros efeitos especiais. Pronto, a realidade virtual está toda pronta para ser apresentada aos seus olhos.”
 Antes de pesquisar sobre o assunto, eu nem sabia o que era VR ou RA, para mim, eram a mesma coisa. Depois de pesquisar sobre, sei a diferente e em que cada uma consiste. Abri meus olhos para metodologias usando esses sofwares, em como a aula pode ser vantajosa, divertida e diferente, mas ainda não existem muitos aplicativos para o uso do mesmo.
 Vale lembrar que Realidade Virtual diferencia-se de Realidade Aumentada, segundo o blog Correio Braziliense, “porquanto essa última almeja manter o usuário atento ao mundo real e, com o próprio nome diz, aumentar o seu conhecimento imediato do mundo ao seu redor por meio de informações curta, diretas e relevantes.”

Referências:
TECNOVESTE, 2018. Realidade virtual: o que é, como funciona e pra que serve. Disponível em: http://blogs.correiobraziliense.com.br/tecnoveste/realidade-virtual-o-que-e-como-funciona-e-para-que-serve-realidade-virtual-realidade-mista/ Acesso em 27 de Maio, 2019.

JORDÃO, Fábio. Entenda como funciona a realidade virtual para Smartphones. Tecmundo, 2016. Disponível em: https://www.tecmundo.com.br/samsung-gear-vr/105725-entenda-funciona-realidade-virtual-smartphones-video.htm Acesso em 27 de Maio, 2019

quinta-feira, 16 de maio de 2019

A tecnologia e o professsor.

  Olá pessoal! Bom, hoje irei falar um pouco sobre o uso de tecnologias digitais na educação relacionado a preparação dos professores, segundo o meu ponto de vista.
  Sou bolsista do Programa de Iniciação a Docência (PIBID), e nesse programa, nós Pibidianos vamos uma vez por semana em uma escola que foi selecionada. Na minha ultima visita a escola, percebi que tinham chegados alguns notbooks para uso de professores e alunos. E aí, surgiu uma problemática no meu inconsciente que incomoda até hoje, ainda sem conseguir entender: "é vantajoso investir em tecnologia, sem investir no preparo dos professores para usar corretamente essas tecnologias?".
  É visível pra todos que circulam o meio educacional como é feito o uso dos professores com as tecnologias digitais, na maioria das vezes: "vão até o laboratório de informática e pesquisem sobre isso", "vamos jogar tal jogo", "vamos responder tal quiz", e no melhor dos casos, o professor passa um jogo relacionado a sua disciplina. Mas será que isso esta auxiliando na aprendizagem do aluno?     Ao meu ver não, ou ao menos não como poderia auxiliar. A tecnologia digital já nos ajudou tanto nos problemas do cotidiano, agora posso ver meu saldo bancário pelo celular, posso conversar com alguém do outro lado do mundo pelo computador, posso ganhar dinheiro em casa com o uso de tecnologias digitais, e por que na educação esse avanço ainda não aconteceu?
   Quando aluna no ensino médio, não enxergava mais possibilidades de uso do laboratório de informática se não para pesquisa, e pra mim era normal. Hoje enxergo que isso não é somente culpa do professor, é culpa da infraestrutura quanto a formação relacionado com o mesmo. Hoje vejo que o aluno ir ao laboratório, fazer uma pesquisa, não esta acrescentando nada no seu conhecimento, ele pegou algo pronto, e apenas copiou. Hoje vejo que temos que ir além disso!
  Os professores não são preparados para lidar com essas tecnologias, ou para ensinar usando elas. E, se pensarmos bem, UTFPR é uma Universidade Tecnológica, nós estudamos em uma Universidade Tecnológica, cade o nosso diferencial? Será que não devíamos sair daqui preparados para lidar com essa era tecnológica, e fazendo a diferença na educação através disso? Não é um pouco contraditório o governo colocar computadores, tablets, notbooks na rede de ensino se os professores não sabem como utilizar? Não seria mais favorável a todos os envolvidos, investir em formações e preparar os professores para lidar com isso?
Deixo esse questionamento para pensarem.


REFERÊNCIAS:

LIMA, Jeane; NASCIMENTO, Maria; ALMEIDA, Rogério. A RESISTÊNCIA DO PROFESSOR DIANTE DAS NOVAS TECNOLOGIAS. Meu Artigo. Brasil Escola. Acesso em: 02/07/2019. Disponível em: https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/educacao/a-resistencia-professor-diante-das-novas-tecnologias.htm.

sexta-feira, 26 de abril de 2019

Por onde eu começo?

  Por muito tempo a escola foi um espaço que oferecia o ensino de forma em que fosse fundamentado em quadros-negros, livros e aulas completamente expositivas. Esse método estava muito distante da vida dos alunos em relação ao exterior do hâmbito escolar. A partir disso, surgiu a necessidade de aplicar a tecnologia digital na educação, pois essa diferença entre o que o aluno tinha acesso na sala de aula e na rua fazia e faz, até hoje, com que o estudante fosse perdendo o interesse pelas aulas "tradicionais".
  Porém, a maioria dos alunos são ditos "nativos digitais", diferente de muitos de nós, educadores e futuros educadores. Os atuantes da rede de ensino, diante a essa situação, reagem de diferentes formas, alguns estão propostos a tentar se inserir nessa era digital, outros optam por continuar com o processo de ensino sem as tecnologias. Mas além de querer, precisamos saber como anexar a tecnologia ao ensino.



 Esse vídeo comenta sobre o que o professor deve saber antes de inserir isso na sua aula, e pode servir como base para professores que não sabem como e por onde começar. Sabemos que acontece em muitas escolas o fato dos professores retirarem os celulares dos alunos, colocar em uma caixa no começo da aula e devolve-los ao final, e essa é uma discussão que deve sim ser argumentada quando se tratado em tecnologia em sala de aula, mas, em um primeiro momento inserindo essa tecnologia, o professor deve entender que existirão momentos em que o celular será necessário e utilizado, e no caso de aulas expositivas o celular deve ser deixado de lado quando prestado atenção no professor, então pode ser usado com distração? pode! Assim como uma bolinha de papel, ou até mesmo o caderno.
 Para que o uso de tecnologias na educação, os professores devem estar cientes e conscientizar os alunos de que eles devem distinguir fontes confiáveis de informações, interpretar as mensagens nas redes sociais, tudo que ele faz na internet é registrado e que o anuncio daquele tênis que ele pesquisou ontem no Google não aparece no Facebook por acaso e a se resguardar dentro desse meio. Os professores devem buscar tornar os alunos não só usuários dessas tecnologias mas também produtores das mesmas. A tecnologia não pode ser dada como algo pronto aos alunos ou como algo que eles já saibam, como por exemplo fazer uma pesquisa no computador, é interessante instigar a criatividade do aluno, e ela nos possibilita muitas formas de fazer isso, como diz o Prof. André Azevedo no vídeo "a escola tem que superar os alunos, ou fazer com que eles se superem no uso da internet".
 Particularmente, não consigo ver o uso das tecnologias digitais, assim como da internet nas escolas, algo que esta sendo produtivo aos alunos. Com as minhas experiências, elas são usadas de forma a passar aos alunos algo pronto, algo que eles poderiam fazer sem ela, e não algo diferente, como esse rico instrumento oferece, muita produção. Eu concordo com o vídeo, mas não mudou nada na minha concepção, pois minha visão sobre a tecnologia na escola sempre foi essa.


Referências:


 AZEVEDO, André. COMO USAR AS NOVAS TECNOLOGIAS NA EDUCAÇÃO: SALA DE AULA DEVE SER AMBIENTE DE CRIAÇÃO. Acesso em: 25 de Abril, 2019.

domingo, 14 de abril de 2019

A Régua Natiros.


Quando se fala em tecnologia, a primeira coisa que me vem a cabeça são as tecnologias digitais, melhor dizendo, os smartphones, notebooks, televisão, entre outros. Porém, as vezes não nos damos conta do quão amplo esse conceito pode abranger. Você sabe o que significa tecnologia? Ao consultar o bom e velho dicionário tenho o seguinte significado:
“1. Tratado das artes em geral. 2. Conjunto dos processos especiais relativos a uma determinada arte ou indústria. 3. Linguagem peculiar a um ramo determinado do conhecimento, teórico ou prático. 4. Aplicação dos conhecimentos científicos à produção em geral: Nossa era é a da grande tecnologia. T. de montagem de superfície, Inform: método de fabricação de placas de circuito, no qual os componentes eletrônicos são soldados diretamente sobre a superfície da placa, e não inseridos em orifícios e soldados no local. T. social, Sociol: conjunto de artes e técnicas sociais aplicadas para fundamentar o trabalho social, a planificação e a engenharia, como formas de controle. De alta tecnologia, Eletrôn e Inform: tecnologicamente avançado: Vendemos computadores e vídeos de alta tecnologia. Sin: high-tech.” 
Não ficou muito claro né? Mas podemos melhorar isso. Esse texto todo pode ser resumido em: “téchne”, se define em arte ou ofício e “logia”, que significa o estudo de algo. Logo, tecnologia abrange tudo aquilo que podemos definir como “atividade fim”, ou ainda, tudo aquilo que foi melhorado e estudado. Sendo assim, quando relacionado a sala de aula, temos como tecnologias: lousa, giz ou pincel, lápis, caneta, caderno, entre outra váaaarias coisas, mas também temos os celulares, projetores, tablets, que também são tecnologias, mas essas tecnologias digitais.
Particularmente, essa definição “abriu os meus olhos”, pois, se repararem, meus dois primeiros posts foram relacionados a tecnologias digitais, se justificando por ser a minha única visão quando escutava a palavra “tecnologia”, e com isso já tenho em mente várias tecnologias para serem usadas em sala de aula. Agora que tenho o real significado de tecnologias, apresento a vocês um material, ou uma tecnologia, que em uma aula do período no qual me encontro, confeccionei e discutimos sobre. Pode ser muito útil quando utilizado no ensino das operações com números inteiros, a Régua Natiros:

 
fonte: autor
Mas como funciona?Ela funciona basicamente da seguinte forma: Depois de já terem um primeiro contato com os números inteiros, a professora apresentará a eles a operação com os números inteiros, inicialmente adição e subtração. Por exemplo:
  •  3+2: O zero será visto como uma “seta”, e será posicionado sobre o primeiro número da operação (no caso 3), e andará duas casas para a direita (subtração anda para a esquerda), pois 2 é o segundo número da operação, o número no qual o zero apontar será o resultado (no caso 5).
  • 5-3: Funcionará basicamente da mesma forma, porém, o zero andará para a esquerda quando subtração e para a direita quando adição, logo, o zero será posicionado sobre o 5 e andará 3 casas para a esquerda, e o número no qual o zero apontar será o resultado, no caso 2.
   Quando ainda não conhecia essa Régua, eu já tinha em mente que essas operações poderiam ser ensinadas de forma diferente, mas não pensei que poderia ser de forma tão fácil, simples e de fácil compreensão para os alunos. Hoje percebo que tudo nós podemos usar para ensinar matemática, basta ter engenhosidade, saber usar, e usar corretamente, minha visão sobre os materiais didáticos mudou a partir disso. No meu ver, essa é uma metodologia ótima para introduzir as operações de adição e subtração com números inteiros positivos, é algo prático e eficiente, em que o aluno pode manusear além de ele mesmo confeccionar. Ademais, o professor pode adaptar para o que ele quiser ensinar, por exemplo: a régua pode ser adaptada para efetuar operações com números negativos também.

Referências: 

LABORATÓRIO DE ENSINO DE MATEMÁTICA: UMA EXPERIÊNCIA COM A CONSTRUÇÃO DE MATERIAIS DIDÁTICO:
file:///C:/Users/amcsp/Downloads/Relato%20de%20Experiência%20LEM%20(1).pdf


SIGNIFICADO DE TECNOLOGIA. MICHAELIS, Melhoramentos. Acesso em: 02/07/2019. Disponível em: http://michaelis.uol.com.br/moderno-portugues/busca/portugues-brasileiro/tecnologia/



sexta-feira, 29 de março de 2019

Geogebra e o espaço.






   Geogebra, um programa que, quando ingressei no curso, nunca tinha nem ouvido falar. Não é o nome mais lindo ao ser escutado pela primeira vez, imaginei um monstro de 7 cabeças, mas no primeiro contato já rolou uma química, amizade que cultivo até hoje.
   Vou relatar agora uma experiência própria, que acho que pode ajudar muitos professores e até alunos: no período em que estou estudando, em uma certa disciplina, nós basicamente saímos da geometria plana e fomos para a geometria espacial, o que eu, e a maioria dos alunos, tínhamos muita dificuldade para entender as definições, teoremas e proposições pelo fato de ser no espaço, e ser mais difícil de visualizar do que no plano. O professor até tentava exemplificar usando a sala de aula, mas acho que o pior não era entender, e sim conseguir visualizar através de desenhos do livro e do quadro. Até que então, ele teve a iniciativa de dar 2 aulas por semana no laboratório de informática, usando o Geogebra 3D para demonstrar, e deixar que nós tentássemos fazer algumas coisas usando as ferramentas do Geogebra 3D (planos, plano paralelo, plano perpendicular, reta perpendicular ao plano, etc), e isso melhorou MUITO a nossa visão no espaço! E não para por aí, além de conseguirmos visualizar TUDO no software, melhorou também na sala de aula durante as aulas mais teóricas, passamos a conseguir visualizar e entender as proposições só pelo fato de lê-las, sendo mais fácil de demonstra-las, e, consequentemente, sem sombras de dúvidas, nosso desempenho será melhor.
  Lendo um artigo feito com uma experiência, tive a conclusão de que o Geogebra facilita muito o ensino e aprendizagem de matemática.
  Antes de ingressar no curso, eu não conhecia o Geogebra, após conhece-lo, digamos que quase mudou a minha vida!! Antes, para plotar o gráfico de uma função, eu tinha o maior trabalho de traçar pontos, e liga-los, hoje, quando esqueço qual é o gráfico de alguma função, é só colocar a mesma no Geogebra e TCHARAM, ele aparecerá!! Praticamente qualquer coisa que quisermos representar matematicamente, podemos usar o Geogebra. Hoje, quando surge um trabalho, são raras as vezes que não usamos o Geogebra.
 Quero levar isso para quando me formar, aprendi na prática que, quando o aluno não consegue, devemos mudar alguma coisa, pois daquele jeito não está funcionando. O Geogebra 3D se tornou meu companheiro nesta disciplina, e com certeza, do professor também para conosco.

REFERÊNCIAS:

FREIRE, Daniel; FREIRE, Maria; SANTOS, Suênia; CARMO, Maria; FREGNI, Abgail. A IMPORTÂNCIA DA UTILIZAÇÃO DO APLICATIVO GEOGEBRA EM AULAS DE MATEMÁTICA: EXPERIÊNCIA VIVENCIADA EM UMA ESCOLA DE EDUCAÇÃO BASICA. IV Conedu. Acesso em: 02/07/2019. Disponível em: https://www.editorarealize.com.br/revistas/conedu/trabalhos/TRABALHO_EV073_MD1_SA13_ID1431_13102017222630.pdf

sexta-feira, 15 de março de 2019

Não usou, ganhou! Bom ou ruim?

  Os smartphones estão se tornando algo cada vez mais comum entre os adolescentes, estudantes e até crianças, muitas vezes visto como necessário, aquela velha história: "ah mãe, mas todo mundo tem".  Consequentemente, estão frequentemente presente dentro da sala de aula e muitas vezes atrapalhando o processo de ensino e aprendizagem, pois raramente é usado como instrumento de ensino e resultou em um grande problema difícil de ser dominado pelo professor.
  Pensando nisso, Mitch Gardner e Rob Richardson desenvolveram um aplicativo que oferece aos alunos recompensas por não usarem o celular, o Pocket Points. Segundo a Redação Hypeness "Assim que a aula começa, o estudante deve abrir o app, que vai conferir por meio do GPS se a pessoa realmente está em uma escola ou universidade. Feito isso, o aluno ganha 1 ponto a cada 20 minutos de aula que fique sem usar o aparelho. O total acumulado pode ser trocado por brindes ou descontos em mais de 100 lojas e restaurantes norte-americanos credenciados – 25 pontos podem ser trocados por um café, por exemplo".
  


pocket-points3

  Esse aplicativo pode ser o sonho de consumo de vários professores, mas será que essa seria a melhor solução? 
  No passar dos anos, as coisas evoluem e acho, particularmente, que devemos adaptar-nos a elas sempre que possível. Alguns professores dão a mesma aula que davam a 30 anos atrás, e é logico que não vai funcionar! Muitos alunos tem facilidade em alguns conteúdos, outros já tem algumas dificuldades maiores, mas em frente a algum smartphone quase todos eles dão aula com a maior facilidade. Evitar que os alunos usem o celular pode ser favorável em alguns momentos, mas porque não usa-lo a seu favor? Além de ter um momento não-tradicional, o professor pode utilizar de diversas maneiras, inclusive apresentando algo novo aos alunos, que os deixarão mais interessados e participativos e pode até ajudar no aprendizado.  
  Existem diferentes maneiras de usar tecnologia dentro da sala de aula, e pode se considerar o celular como a principal delas. Seja um simples texto que eles possam ler no celular, ou até como método de pesquisa. No Ensino Médio, na disciplina de matemática o aparelho celular pode ser usado de uma maneira simples, mas de muita eficácia, o professor pode liberar o celular para uso da calculadora quando trabalhado conteúdos mais complexos, entre outras maneiras de usar, existem também aplicativos de jogos matemáticos que podem ser feitos até torneios entre os alunos. 
 Antes de analisar as possíveis alternativas de usar o celular como tecnologia em sala de aula, eu, particularmente pensava que o celular era apenas mais um meio do aluno dispersar-se da aula, sendo assim, enxergava o celular como algo que não poderia ser usado em sala de aula, que apenas atrapalharia e concordava com os professores o recolherem, mas agora vejo ele como uma metodologia e, se usado corretamente, pode ser um belo amigo do professor. Concluo que o Pocket Points é viável parcialmente para o professor, mas acho que é melhor aliar o celular aos educadores, do que proibi-lo, tentar, de certa forma, "prevenir a doença antes de medica-lá".
  


Site da Rede Hypeness. APP DA PRÊMIO PARA ALUNOS NÃO USAREM O CELULAR, 2015. Disponível em : <https://www.hypeness.com.br/2015/02/app-da-premios-para-alunos-que-nao-usarem-o-celular-durante-as-aulas/> Acesso em : 15 mar. 2019.